Wednesday, January 20, 2010

Tenho uma irmã chamada Romy.




Oito meses sem expressar o que me vai no pensamento.
Sim, já la vão oito meses desde que escrevi algo aqui no nosso blog.
Não tem sido por falta de tempo ou por ter desistido de Viver a Vida Vivo, na realidade e como não consigo mentir, tem sido mesmo preguiça.
Já passaram três semanas que as “ferias grandes” terminaram. Ainda não me reuni com a minha alma, essa, acho que ficou por um dos muitos sítios que viajamos. E o corpo, ainda que sob ameaça, teve que voltar a Sydney para começar a trabalhar.
Tenho andado em “piloto automático”e imagino que as pessoas que lidam comigo já notaram os olhos vidrados “tipo tubarão” que apresento quando estou a arrastar as pesadas correntes que me são colocadas de segunda a sexta-feira.
Já sei que não sou o único a arrastar estas correntes, e alias, imagino que muitos se queixam do mesmo. Acredito que exista muita gente por esse mundo fora a arrastar correntes com umas bolas bem mais pesadas que as minhas.
Aqui ficam algumas fotos de um dos sítios onde terei que voltar um dia, para me reunir com a alma que me abandonou.



Tenho uma irmã chamada Romy (Rosa para a família).
Ela vive em Portugal e mantém um blog que nos transporta (corpo e alma) para um paraíso de beleza e fantasia o qual poucos devem ter visitado.
Fotos de revistas de decoração e algumas das suas magnificas criaçoes são expostas neste blog.
Não tarda muito a entender que a minha querida irmã e' uma verdadeira artista, apreciadora de tudo que esteja relacionado com a arte de bem viver.
Ela adora criar ambientes agradáveis para partilhar com amigos e família e fa-lo, sem duvida, com estilo e arte. Caso visitem o blog vao ver que ela tem um dom especial para estas coisas da decoração.
Este Natal ela foi (mais uma vez) a Londres, ela confessa que adora a dita cidade.
Estava no Blog dela a ler estas coisas e a ver as fotos que ela tirou pela altura do Natal e ao mesmo tempo a pensar: como somos diferentes eu e ela.
Ela gosta de cidades e eu dava tudo para viver longe do fumo, barulho, transito e confusão.
Depois desatei a rir quando comparava os meus dois sobrinhos (rapaz e rapariga gémeos) todos limpinhos e organizados a passar ferias em Londres.
Em contra-partida as minha filhas estavam no deserto.
Neste pedaço de paraiso estávamos a fazer autocaravanismo selvagem e a apreciar o raro prazer de não ver viva alma alem de Pelicanos, Águias e outras aves nativas da Australia. Ai, a unica brincadeira que as criancas arranjaram foi deitarem-se e rebolarem na lama perto do rio onde, sim, ja sei o que estao a pensar, a unica ave rara que la estava, era mesmo eu... muito engracado!
Não resisti em partilhar estas fotos com todos vos, isto na tentativa de chocar a minha querida irmã para o resto da sua tao limpa e organizada vida.
P.S. A roupa que as minhas filhas usaram na lama foi directamente para o lixo, não havia solução possivel...nem agua limpa para a lavar.
Adoro-te Romy, e não te esqueças nunca de sonhar, só assim nos será possível, continuar a Viver A Vida Vivos.






-Não fiques perturbada com a falta de acentos e outros neste texto, só Deus sabe a dificuldade que e' escrever num teclado sem essas facilidades.

Tuesday, May 26, 2009

Como Fazer Pao simples na Autocaravana.

Video da minha pessoa pessoa a fazer Pao na Autocaravana.

Thursday, April 23, 2009

Nada neste mundo me iria preparar para ver as imagens que me foram enviadas por email.
Apesar do aviso de “Chocante” que descrevia este ficheiro, foi com curiosidade que logo o abri para logo descobrir que seria mais feliz se nunca tivesse visto isto.
Confesso que ainda não tive coragem de ver isto novamente. Uma vez foi suficiente para ficar doente, pensativo, desacreditado desta sociedade na qual vivemos e revoltado comigo mesmo por ter ficado com o coração na boca ao ver que nada podia fazer, para salvar quem na filmagem está a ser brutalmente espancado.
Fiquei revoltado...isso para provar que violência incita a mais violência, isto de uma pessoa (eu) que detesta armas, sangue e tudo relacionado com brutalidades.
Que o ser humano é um animal inteligente não é novidade para ninguém, foi algo que todos aprendemos na escola, e se aprendemos na escola...è verdade. “Talvez tenhamos que mudar esta linha de raciocínio.
Para quem nasceu como eu pelos anos 60, a escola e todas as memórias de menino (pelo menos para mim) fazem parte de um passado muito distante. Todos partilhamos o passar dos anos e testemunhamos o mundo que nos rodeia a transformar-se a cada minuto que passa.
Seguindo lições aprendidas nesta vida, a minha opinião sobre as pessoas que me rodeiam é ajustada vezes sem conta para que passo a passo se construa uma relação mais sincera, uma relação que contribua para uma melhor vida e se possível para um melhor mundo.
Neste preciso momento, o ser humano vive em constante stress em prol da dor de cabeça que é o “ progresso” e um certo desconto é dado a todos aqueles que aqui e ali se descontrolam um pouco.
Diariamente nos vemos obrigados a aceitar atitudes de pessoas que fervem em pouca agua, a dominar o último modelo de um qualquer equipamento electrónico, um novo ou “updated” programa no computar, tudo isto a par e passo com o bombardeamento de notícias nacionais e mundiais, internet, correios electrónicos, jornais, rádio etc.
Uns mais que outros, todos os seres neste planeta estão neste momento a testemunhar uma recessão mundial, conscientemente ou não, estamos desconfiados uns dos outros e automaticamente fechados para o mundo em “programa de defesa” dos nossos direitos, dos nossos empregos e principalmente do bem estar da nossa família mais directa.
Quem tem filhos em crescimento, e se for como eu, evita e domina a eterna vontade de tentar imaginar o que vai ser feito dos nossos agora tão protegidos filhos. È doloroso e basicamente impossível imaginar como se irão defender estes seres que não tarda muito, tudo farão para fazer exactamente o contrario daquilo que nós pais lhe ensinamos.
Na busca de “ emoções fortes” e com a vontade de pertencer, sem darem conta, vão cair que nem patinhos nas mãos de abusadores, aproveitadores de ingénuos e outros tipos de pessoas que farão todos os possíveis para desgraçar sem escrúpulos a vida daqueles com os quais não encaram ou simplesmente não são seguidores da sua “tribo”.
Sem querer impor as minhas ideias e sabendo (desde o meu tempo de escola) que gostos não se discutem, gostaria porem de partilhar e desta forma ilustrar o que me vai na alma neste preciso momento.
Desde sempre me preocupou saber que há pessoas a quem a violência atrai.
Faço tudo por me dar bem com quem partilho este nosso mundo, e como todos os outros tento acompanhar o progresso de forma a não ficar “obsoleto”.
Tento acreditar que o ser humano tem boas intenções quando faz coisas com as quais não estou totalmente de acordo.
Nestes últimos tempos tenho, com muita apreensão, notado a grande quantidade e diversidade de filmes e series televisivas, baseadas em espancamentos, assassínios e sangue a correr, muito sangue por todo por lado.
A chamada sétima arte, descobriu que as pessoas gostam de ver crânios abertos, e a ser abertos, cadáveres amontoados e se possível cobertos de sangue.
Filmes que mostram com muito orgulho, armas que destroem tudo, personagens que ultrapassam todos os problemas do mundo com uma arma na mão e uma pontaria certeira...sangue mais sangue...muito sangue, e depois de o artista matar toda a gente, vive feliz para sempre no seio da sua querida família...
Jogos de computar que ensinam e premiam com pontuações elevadas, aqueles que mais matarem os “mauzões da fita” seja com um ferro, arma de fogo ou faca.
Os gráficos destes jogos são perfeitos e só lhes falta mesmo o cheiro da pólvora quando o “artista” está a balear interruptamente os tipos maus. Após aqueles tiros certeiros o jogador destes simuladores é consolado com a “linda” visão de montões de cadáveres e sangue, muito sangue a esvair-se das veias do adversário. Muitos destes simuladores tão pouco explicam a razão pela quão se tem que matar tanta gente, porque na realidade o que importa é ver sangue, muito sangue.
Fico com a ideia de que os jovens são muito influenciados por todo este grafismo, fico preocupado, alarmado e aterrorizado quando vejo que a sociedade está a aceitar toda esta nova forma de ver o mundo, aceitando como natural, que a violência é a única forma de resolver os problemas.
Ouço os “patrões” do nosso mundo, preocupados com os atentados bombistas e por isso a gastar milhões em armamento e outras formas de proteger e combater o terrorismo. Mais sangue, muito mais sangue.
Quem quiser que me chame antiquado. Sou daqueles que em miúdo ficou maravilhado com os desenhos animados da “Heidi”, a serie televisiva “Daktari “, os livros e depois também na televisão as aventuras de “ Os Cinco”. Até à data não senti necessidade de ver no cinema ou na televisão a brutalidade que é neste momento oferecida sem descriminação a pessoas muito ou pouco influenciáveis.
Aquilo que esta pequena filmagem mostra é o testemunho de uma sociedade que confunde a adrenalina de bater com um pau ou ferro num simulador no computador, com a dura realidade de espancar sem remorsos uma pessoa de carne e osso.
Este mundo não estaria perdido se aqueles que têm poder para mudar as leis tivessem coragem de incutir nos cidadãos de todo este nosso mundo que não é preciso andar a espancar e a matar outros seres para ser “cool “.

video

Tuesday, March 10, 2009

Carro dos "nossos" Sonhos.

Por vezes vemos carros que nos obrigam a parar para melhor ver e apreciar a “máquina”.
Este carro é sem dúvida um daqueles que certamente “enche as medidas” aos mais esquisitos.
Esta “preciosidade” estacionou do lado oposto à nossa Autocaravana, não tardou muito que as pessoas parassem para filmar e tirar fotos.
Não é o melhor carro para quem quer passar despercebido.
(na filmagem, o parolo de chapéu ao fundo, sou eu)


video

Sulphur crested Cockatoo

Uma Catatua a falar connosco. Que é que lhe irá na cabeça quando tem que disser a mesma coisa todos os dias, várias vezes ao dia?

video

Friday, March 6, 2009

Fiat Ducato Maxi Apresenta: Pneu Furado.

Um furo num pneu é sempre inoportuno e sem duvida aborrecido.
Deparado com a inesperada situação de ter que mudar um pneu, eu, pessoalmente, tento controlar a fraseologia que o meu cérebro me obriga a partilhar (em voz alta) com quem esteja ao meu lado, mas nem sempre me e’ possível.
Depois de “compartilhar” o que me vai na alma, normalmente, é observado por mim um momento de silêncio no qual sou brutalmente ameaçado pela ideia, de que, talvez, o pneu sobresselente esteja vazio.
Como qualquer outro condutor já mudei muitas vezes pneus furados nos carros e carrinhas que conduzi, mas, nada até a data, me tinha preparado para o que me aconteceu, no outro dia, quando conduzia a minha Autocaravana numa Auto-estrada, aqui em Sydney, em direcção a minha casa.
Vinha sozinho e por sorte não vinha a ouvir musica. Ouvi um som estranho e logo conclui que era um pneu a esvaziar rapidamente, tão rapidamente que me vi obrigado a parar logo ali, com parte da Autocaravana ainda dentro da via rodoviária.

Contente com o facto de não me ter despistado ou coisa semelhante, não me dei ao trabalho de citar palavras ou frases inexistentes no dicionário (afinal não havia ninguém com quem as partilhar) e logo fui assombrado pela vergonhosa realidade de que não sabia exactamente onde o pneu sobresselente se encontrava alojado.
Claro que só poderia estar por baixo da Autocaravana e lá o encontrei, muito bem escondido pelo tanque de águas cinzentas e toda aquela parte da suspensão traseira da carrinha.
Depois de “lutar” com a tampa onde as ferramentas da Fiat Ducato estão alojadas (se alguém já tentou abrir esta tampa, entende o que estou a dizer), fui ao livro ver onde se coloca o macaco para levantar a Autocaravana, e assim mudar o pneu.
A primeira coisa que fiz foi descer o pneu sobressalente. Não é a coisa mais pratica que já vi pois não se vê o que se está a fazer, mas tudo bem o pneu desceu até ao chão.
Tudo bem, pensei eu. Agora o pneu está a mais de um metro de distancia debaixo da Autocaravana e (acreditem que tentei) não encontrei outra maneira de lhe chegar senão a de me deitar no chão, rastejar até onde foi possível agarrar no pneu e...sim agarrar, mas onde?
Mesmo usando toda a minha força e habilidade não me foi possível apanhar um sitio onde me desse a possibilidade de arrastar o pneu um pouco até a mim, para que assim pudesse desencaixar o fio de aço que o levanta e desce do sitio onde é arrumado.
Por esta altura, tão pouco imaginava como funcionava aquele sistema, e como não via a peça que segura o pneu ao cabo, tive que (ainda deitado no chão) apalpar a jante por dentro até encontrar algo que desencaixasse ou desapertasse.
Percebi que tinha algo de desenroscar e de imediato aquela peça plástica com rosca saiu.
Consegui levantar um lado do pneu com uma mão e com outra tentava desprender outra parte metálica que teimava em segurar o pneu e não saia de maneira nenhuma.
Deitado no chão, todo “borrado”, com as mãos arranhadas e a suar por todos os lados, estava, por esta altura, a dar total liberdade de expressão, á fraseologia escolhida pelo meu cérebro para “falar” através os meus dentes cerrados.
E foi já muito perto de ter esgotado o meu reportório de argumentação com a dita peça, que como que por magia, ela se desencaixou e passou pelo meio da jante, oferecendo a esta a tão esperada e, por mim desejada, carta de alforria.
Agora tinha o pneu sobresselente solto do elevador e a única passagem deste para o lado de fora da Autocaravana é pelo espaço que se cria levantando a viatura e retirando o pneu furado.
Claro que, como e’ habitual, uma das porcas que seguram a jante do pneu furado não queria sair.
Não sou pessoa desabituada a usar os músculos (faço-o todos os dias no meu trabalho), nunca eu imaginei que toda a minha força fosse capaz de torcer a chave de tubo que desaperta (era suposto desapertar) as porcas da jante sem, no entanto, desapertar a dita cuja... que lindo, pensei eu. E agora?
Fez-se luz no meu escurecido cérebro quando me lembrei que a Fiat oferece (pelo menos aqui na Austrália) três anos de assistência gratuita na rua. Com o “abençoado” telemóvel liguei para o número que vi no panfleto, expliquei a situação e só tive que esperar 45 minutos até ver o carro da salvação.
Sem pagar bilhete, era agora espectador do filme em que, há uma hora atrás, fora protagonista.
Incrédulo, via que o mecânico tão pouco conseguia desapertar a tal dita porca com a sua chave “profissional” de rodas em cruz. Foi então buscar um tubo com cerca de 80 cm de comprido para servir de alavanca e “pendurado” no tubo com o seu peso, lá conseguir desapertar a dita cuja.
O macaco de tesoura que vem com a viatura não parece muito forte e avisa para ninguém se meter debaixo da mesma...então como é que se muda o pneu? Como é que um homem chega ao pneu que substituí o furado? Metendo-se debaixo da Autocaravana, que foi exactamente o que o mecânico teve que fazer.
Sentado no chão com o pneu sobressalente entre as pernas, o desgraçado do mecânico elevava-o na tentativa de o encaixar nos pernos roscados. O peso da jante combinado com a necessidade de a alinhar na posição “secreta” dos pernos, tornou esta simples tarefa num verdadeiro pesadelo.
Sucesso foi obtido após várias tentativas frustradas. Aposto que, por esta altura, o mecânico estava já seriamente a pensar em mudar de profissão.
Depois de andar á “porrada” com o sistema de levantar o pneu furado para o seu sítio de pneu sobresselente, o mecânico estava finalmente livre para sonhar com um mundo onde não hajam Fiats Ducato, e eu, pronto a viajar para casa.
O pneu retirado (com 23.00kms) tem um furo que cabe um dedo, (estou para saber como tal aconteceu) por isso tem que ser substituído por um novo. Depois de telefonar para vários sítios, o melhor preço que consegui foi 300 dólares (152.00 Euros).
Passados dois dias lá fui substituir o pneu furado. Não foi nada que não tivesse visto antes, pena foi não ter levado comigo Pipocas e Coca-Cola para assistir novamente a este filme. Aqui os especialistas dos pneus, também se viram aflitos para terminar a simples tarefa de mudar um pneu.

Reparem no equipamento necessário, para um profissional mudar um simples pneu. Como é que um "homem" poderá fazer isto sozinho deitado na Auto-Estrada?


Uma hora e 190 Euros depois, estava a caminho de casa com um pneu novo e direcção alinhada.

Mudar um pneu numa Fiat Ducato Maxi, é uma experiencia que não desejo ao meu pior inimigo, mas se tiver que ser, prefiro que não me aconteça a mim.